Ultima atualização em 8 de Junho de 2026 às 09:10
Nos dias 1º e 2 de junho de 2026, a Formação Acadêmica Indígena (FAIN), programa de Ação Afirmativa da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), realizou duas edições da oficina “Conhecendo a IA”, voltada para apresentar, de forma simples e prática, o que é a Inteligência Artificial, como ela aprende e como pode contribuir no cotidiano, nos estudos e na pesquisa.

O palestrante convidado foi Gilberto Volpe Neto, professor do Bacharelado em Inteligência Artificial (BIA/IEG/Ufopa). A atividade contou ainda com a participação especial de Nicinildo Caitano Kaba Munduruku, que traduziu e explicou os conteúdos em língua Munduruku, tornando o acesso ao conhecimento mais direto e significativo para um número considerável de estudantes do seu povo presentes nas duas edições.

As oficinas foram realizadas na Sala 101 B do NSA e no Mini Auditório do ICS, Bloco Modular Tapajós II (BMT II), tendo como público-alvo os graduandos indígenas da turma PSEI 2026. A atividade foi organizada pela professora Denize de Souza Carneiro e pela coordenação da FAIN, composta por Maike Joel Vieira da Silva e Terezinha do Socorro Lira Pereira.
As reações dos participantes mostraram diferentes momentos de compreensão. A organizadora Denize Carneiro destacou que a oficina foi importante para desmistificar ideias sobre uma tecnologia ainda pouco conhecida: “Gostei de conhecer o que está por trás e algumas informações atuais”. O professor Gilberto registrou que “a experiência de conversar com os povos originários foi magnífica!” - vindo do Sudeste do Brasil, com uma realidade totalmente diferente da vivenciada na região amazônica, viveu um momento ímpar de troca de saberes, com reflexões sobre o que a computação e a Inteligência Artificial significam para diferentes culturas. Entre os graduandos, o estudante Levim Akay Munduruku ofereceu uma das imagens mais belas da oficina: “A IA é como uma árvore que brota de uma pequena semente e, ao longo do tempo, evolui criando folhas, frutos e galhos que nos ajudam de várias formas.” De modo geral, vários participantes disseram ter saído mais aliviados ao compreender que a IA é uma ferramenta que pode ser usada com responsabilidade.
Autora: Professora Denize de Souza Carneiro
